Locais Turísticos O concelho de Cabaceiras de Basto possui grandes potencialidades paisagísticas, sobretudo, pela Serra da Cabreira, cujos miradouros proporcionam belíssimas vistas sobre a paisagem, resultando, principalmente, da diversidade geomorfológica do território.
É certo que da paisagem natural já pouco resta. A ocupação humana, ligada às necessidades de sobrevivência dos povos que se foram fixando, induziu profundas alterações visando um aproveitamento das condições naturais para a produção agrícola, através do socalcamento das vertentes.
Simultaneamente, os pequenos aluviões associados às bacias dos principais rios da região (rio Tâmega e afluentes como o rio Peio, Ouro e ribeira de Cavez) foram igualmente adaptados para a prática da actividade agrícola.
Relativamente à paisagem florestal introduziram-se novas espécies da flora continental, atlântica e mediterrânea, que aqui encontraram condições favoráveis ao seu desenvolvimento. A oliveira e o sobreiro ocupam as meias encostas em paralelo com a vinha de enforcado, que se estende até aos terrenos de várzea junto às leiras cultivadas e em associação com as árvores de fruteiras e outras, que lhe servem de tutor: choupos, plátanos, macieiras, laranjeiras, pereiras, etc.
O pinheiro bravo veio substituir em parte o carvalho, o castanheiro, o medronheiro, a madressilva, a carqueja e o tojo que outrora dominavam as áreas serranas.
Actualmente a floresta do concelho caracteriza-se pelo predomínio de povoamentos puros de pinheiro bravo. No entanto, esta floresta tem vindo a desaparecer pois os incêndios teimam em destrui-la.
Pelo conjunto de vegetação, onde subsistem espécies botânicas da flora silvestre e espécies de fauna que ocupam toda a Serra da Cabreira (freguesias de Abadim, Bucos, Cabeceiras de Basto, Riodouro, Vilar de Cunhas e Gondiães) fazem dela um local de elevado valor paisagístico.
Estas áreas de montanha reúnem condições para a prática de montanhismo e possuem miradouros naturais nos lugares de Chacim, Samão, Cunhas, Leiradas, Vilar e Uz.
Citam-se ainda os parques de merendas integrados na beleza paisagística da Serra da Cabreira que permitem gozar de verdadeiros momentos de lazer.
Presentemente existem cinco parques de merenda: o de Moinhos de Rei, o da Ponte da Víbora, o da Veiga, o de Magusteiro e o de Vinha de Mouros. Constituídos por extensas alamedas de árvores frondosas, mesas de pedra sob refrescantes sombras, estes parques oferecem áreas aprazíveis para o recreio e lazer.
A área de lazer de Moinhos de Rei proporciona aos seus visitantes, para além do usufruto do parque de merendas, um posto de fomento cinegético (com perdizes e codornizes), um cercado de veados, que visa a reintrodução do veado na Serra da Cabreira, um circuito hípico, um posto de venda de artesanato em Travassô e, obviamente, tratando-se de uma zona de montanha, vários locais com vistas panorâmicas.
A área de Vinha de Mouros proporciona aos seus visitantes não só o lazer (parque de merendas, parque infantil, mini-golfe, exposição de animais de montanha) como também fomenta a prática desportiva possuindo circuitos de manutenção e um polidesportivo.
Na Serra existem ainda trilhos pedestres e percursos de BTT, que permitem descobrir os segredos paisagísticos bem como as marcas da milenar cumplicidade com o Homem. Enunciam-se os percursos Samão - Uz - Gondiães, Abadim - Moinhos de Rei - Busteliberne - Agra, o do Alto dos Esporões, Formigueiro - Pisão - Moscoso, e o de Vila Boa - Moinhos de Rei - Serra da Maçã.
Os percursos enunciados permitem o contacto com as realidades minhotas, as riquezas florísticas e faunísticas, as aldeias tradicionais, bem como com o mosaico que as diversas tipologias de uso do solo conferem, originando paisagens estruturalmente distintas.
A pastorícia foi, e ainda é, pelo menos para algumas comunidades locais, uma actividade importante. Geralmente, é nas áreas de maior altitude (montanha) ocupadas por matos, que os efectivos pecuários, principalmente caprinos, bovinos e ovinos, pastam. Nas áreas mais baixas são mantidos, na maior parte das vezes, em pastagens cultivadas.
No âmbito da cinegética importa mencionar as Zonas de Caça Municipal de Cavez (criada em 2001) e Gondiães / Vilar de Cunhas (criada em 2002) e a Zona de Caça Associativa de Riodouro (criada em 2001) e de Bucos (criada em 2002). Está em estudo a Zona de Caça Associativa de Abadim .
Encontra-se, ainda, instituída na área de Moinhos de Rei, uma reserva de caça integral, com uma área aproximada de 200 hectares, que inclui um posto de fomento cinegético, local onde se procede à criação de perdizes e coelhos, e um cercado de veados. O cercado de veados foi construído em 1990, com o objectivo de fomentar a reintrodução do veado na Serra da Cabreira. O posto de fomento cinegético foi construído em 1965 e teve como objectivo o repovoamento com perdizes.
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