Exposição «Profissões de Antigamente - Uma viagem pelas memórias de trabalho»
O Museu Terras de Basto, no espaço da antiga estação ferroviária em Arco de Baúlhe, tem patente ao público, desde o dia 8 de Agosto e até Junho do próximo ano [2010], a exposição anual «Profissões de Antigamente – uma viagem pelas memórias de trabalho em Cabeceiras de Basto». A abertura da exposição contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Eng.º Joaquim Barreto, acompanhado pelos vereadores, Dr. Jorge Machado e Prof.ª Stela Monteiro, o Presidente da Junta de Freguesia de Arco de Baúlhe, Armando Duro, demais autarcas e convidados, que se deslocaram àquele espaço cultural localizado na vila Arcoense, para ali “embarcar” numa viagem pelas memórias do trabalho em Cabeceiras de Basto, abordando profissões como o agricultor, o cesteiro, o tamanqueiro, o alfaiate, o latoeiro, o vitivinicultor, o carpinteiro e a moleira. A exposição estrutura-se, assim, em oito espaços de memórias com testemunhos de vida e de trabalho, os quais assumiram um importante papel na economia rural deste concelho, até às primeiras décadas do século Vinte. Para além do discurso expositivo visual, a exposição é acompanhado de uma banda sonora das profissões e dos seus contextos - terra, água, animais - promovendo desta forma uma linguagem mais integrada da vida dos homens e das mulheres que desta forma aqui se honraram. Depois de abordar a palavra Trabalho e a história da definição do tempo de trabalho, a exposição faz igualmente uma reflexão sobre as novas formas de trabalho e a necessidade de procurar o equilíbrio entre o tempo de trabalho e o tempo para viver, terminando com uma caixa – surpresa, apostando na descoberta de ditados populares e imagens sobre o trabalho conduzindo, de uma forma lúdica, a questionar os modelos de comportamento que adoptamos perante a vida e as profissões. À saída da exposição, o visitante poderá observar, como forma de homenagear a ruralidade desta região, a evocação do monumento erigido ao Agricultor, de autoria do escultor Cabeceirense António Pacheco, obra encomendada pela Câmara Municipal, em 1997. De referir ainda, que esta é uma exposição que apresenta audio-guias em Português, catálogo, folhas de sala em Português, Francês, Inglês e Braille, assim como as respectivas legendas em Braille, passadeiras e sinalizações de orientação, linguagens de Inclusão, que este Museu assume porque neste Museu Todas as Pessoas contam. Este é um trabalho que tem registado óptima recepção por parte dos visitantes, que expressam e registam a sua opinião, confirmando a qualidade do projecto expositivo para a qual contribuiu a motivação da equipa técnica afecta ao Museu, um projecto de referência que mereceu da Rede Portuguesa de Museus uma apreciação favorável para se iniciar o processo de Credenciação e consideração a nível do mapa de Museus qualificados e integrando, futuramente, a rede nacional de museus. Como resultado do trabalho com a comunidade sócio pedagógica, comunidade local, agentes culturais, trabalho de terreno, recolha de acervos, estreitamento de laços com as Pessoas e com a vontade política existente, regista-se um crescente número de visitantes provenientes de vários pontos do país e estrangeiro. O Museu Terras de Basto, é por isso, um equipamento que promove a Cultura das nossas gentes, da nossa terra e nos projecta além fronteiras. É um projecto que diariamente desafia as pessoas a envolverem-se na dinamização deste equipamento concelhio, valorizando-o e desta forma, enaltecendo e fruindo o Património Local. Reservas abertas ao público A inauguração de mais uma exposição no Museu Terras de Basto serviu de mote para a abertura de dois “vagões” colocados nos carris daquela antiga estação ferroviária destinados a albergar as Reservas do Museu Terras de Basto, cuja criação reflecte o crescimento e a importância deste Museu que tem em curso a sua candidatura à Rede Portuguesa de Museus, visando a sua credenciação. O espaço das Reservas completa assim, as valências deste museu do Século XXI, com o dever de conservar, inventariar, documentar e estudar o património cultural existente, dando início à intervenção e conservação preventiva do património, seja nos têxteis, seja nos metais/ferroviário e de objectos de uso local de que este espaço é detentor. Representa por isso, o começo da instalação de vários “vagões”, guardiões das memórias deste povo, que servem para honrar e preservar o património de Cabeceiras de Basto, já que os objectos transportam histórias de pessoas e de artefactos, pedaços da história desta Terra . De referir ainda que as Reservas poderão ser igualmente visitadas, de acordo com os horários estabelecidos, fazendo parte de um projecto maior de modernização e criação de conforto para os visitantes e melhor qualidade de serviços, onde uma equipa técnica motivada, competente e trabalhadora, recebe diariamente, com um bilhete na mão, quem chega para fazer mais uma viagem pelas histórias de Cabeceiras de Basto. |