Museu das Terras de Basto Resenha Histórica A Secção Museológica de Arco de Baúlhe ocupa as instalações de material circundante daquela Estação terminus da Linha do Tâmega. Nela se encontra resguardado o Comboio Histórico (1890-1908) e outro material representativo da actividade ferroviária. Com início na Livração, a Linha do Tâmega só começou a ser construída em Março de 1905 pelos Caminhos de Ferro do Estado – Companhia do Minho e Douro (CFE/MD). Após grande polémica quanto à definição do traçado e à quantidade de empresas interessadas na sua construção, só em 1898, quando começam os estudos de organização do Plano das linhas a norte do Mondego, aprovado em 1900, se classificou definitivamente esta linha como complementar da Linha do Douro. Em via reduzida (1,00 m), entre Livração, Amarante e Cavez, pela margem direita do rio Tâmega, entroncando naquela última localidade com a Linha de Guimarães a Chaves (a Linha de Guimarães chegou apenas a Fafe). O primeiro troço, entre Livração e Amarante, é inaugurado em 20 de Março de 1909. Só mais tarde, na Lei de 03/04/1913, o Fundo Especial dos CFE previu satisfazer a construção da linha, para além de Amarante, o que nada resolveu. Em 1916 novo impulso é dado, mas os trabalhos de construção dos 5 Km de linha, entre Amarante e Gatão, só terminaram (I Guerra Mundial de permeio) com a inauguração em 23/06/1928. Mais cinco anos se gastaram para construir o troço entre Gatão e Chapa (5 Km), aberto à exploração em 22/06/1926. Em 1927 a CP toma de arrendamento as linhas do CFE e subarrenda a do Tâmega à Caminhos de Ferro do Norte de Portugal (NP). De Chapa a Celorico de Basto demorou o comboio a chegar seis anos (20/03/1932), de nada valendo o empenho de Elvino de Brito e Paçô Vieira. Em 21/12/1933 era aprovado o projecto entre Celorico e Arco de Baúlhe. Mas em 12/05/1941 a Comissão Administrativa da NP, nomeada pelo Governo em 05/08/1933 de vido à grave crise ferroviária desta década, mandava suspender a exploração em todo o percurso, apesar de estarem feitos trabalhos de terraplanagem e quase concluído o viaduto de Maratamá. Em 1947 esta linha passa a fazer parte da rede ferroviária nacional, explorada apenas pela CP. O comboio chega finalmente a Arco de Baúlhe em 15 de Janeiro de 1949. |