Basto (Sta. Senhorinha) Situada na orla ocidental do concelho, Santa Senhorinha de Basto faz fronteira com o Celorico de Basto e com as suas congéneres Refojos, Pedraça, Arco de Baúlhe, e Faia.
A pouca extensão de terreno é tipograficamente ameno e pouco declivoso, ocupando um trecho da bacia orográfica da Ribeira de Petimão. Os seus úberes solos terão sido responsáveis por uma fixação remota, ascendendo à Idade do Ferro do Noroeste Peninsular.
O nome terá ficado a dever-se à própria Santa, que dizem ter vindo do Mosteiro de São João de Vieira para aqui ter falecido em 982. Entre os milagres que lhe são atribuídos conta-se o da cura do futuro rei D. Afonso III, levado em pequeno por seu pai D. Sancho I junto ao túmulo da Santa para que esta intercedesse pela sua débil saúde. Interessante também é o milagre de mandar calar as rãs.
O folclore é assim, um poço sem fundo onde um turbilhão de incríveis façanhas e estranhos personagens de todas as épocas que interagem com a naturalidade e a crença popular.
A Igreja Paroquial de Santa Senhorinha edificada em terrenos plano e fundo, tem a designação popular de Sé de Basto, assim pretendendo manifestar a sua antiguidade.
Além do cruzeiro, contam-se nesta freguesia diversas casas senhoriais, cuja arquitectura é atribuível aos séculos XVII e XVIII, sendo algumas delas armoriadas e encapeladas. As casas do Paço, do castelo, de Mozes e Vila Garcia eram já arroladas em 1726. Carcavelos e Cainhos, a Casa do Forno, de Eirões e de Olela, integram também o património edificado desta localidade.
Quanto à arquitectura religiosa, são dignas de menção as Capelas do Calvário, ou Senhora do Ó, em Olela e Santo António.
Nos inícios do século passado foi construído um Convento – Hospício dos Franciscanos, com capela dedicada a Nossa Senhora da Boa Hora, a qual não chegaria a ser concluída.
Nesta terra antiga, a actividade dominante é a agricultura que actualmente se faz acompanhar pela pequena indústria resultante da instalação de duas zonas industriais em Olela, Basto.
Das festas e romarias destaca-se a de Santa Senhorinha, Santo António e santa Catarina.
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