Cabeceiras de Basto (S. Nicolau) Localidade ancestral, remonta ao tempo da civilização castreja. Confronta com os concelhos de Montalegre e de Fafe, e com as suas congéneres de Bucos, Painzela e Abadim.
O próprio nome de Cabeceiras provém do facto de ter sido cabeça da região e por ter sido aqui que os Bástulos, oriundos da Andaluzia, fundaram uma cidade denominada Basto.
Estes antepassados fixaram-se no alto das montanhas ou nas suas vertentes, junto ao rio Tâmega e seus afluente, erguendo fortificações castrejas.
Terra de natureza áspera, de relevo acidentado, vales profundos, abrigados em forma de concha, favoreceu a ocupação humana e possibilitou uma estratégia de defesa e penetração dos invasores.
Apesar do baixo índice de povoamento, Cabeceiras de Basto foi outrora sede de concelho.
Possui um património edificado valioso, sobretudo ao nível das casas solarengas. Destaca-se a casa da Taipa, com a sua capela de Nossa Senhora da Conceição, de traça quinhentista, a casa da Breia, que foi solar do Conde de Basto, de austera arquitectura, talvez setecentista, apresenta uma pesada escadaria cujo corrimão de pedra é adornado com volutas. Totalmente diversa é a casa do Casal da Fonte com o seu portal armoriado prenhe de barroquismos, dos finais de setecentos. Outro interessante edifício solarengo é a Casa da Bouça.
As casas da Breia de Baixo e de Mourigo merecem também ser assinaladas.
A Igreja de São Nicolau de Cabeceiras é um templo amplo e formoso.
Dos locais de interesse turístico destaca-se ainda o Lugar de Busteliberne, o Posto de Fomento Cinegético de Moinhos de Rei.
As festas e romarias têm o seu auge na procissão dos Passos do Senhor.
No que respeita à gastronomia é de salientar a vitela assada e o fumeiro, proveniente de uma economia de subsistência assente na agricultura.
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