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Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto

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Presidente: CARLOS AUGUSTO BOTICAS TEIXEIRA - PS

Secretário: José Serrão
Tesoureiro: Francisco José Antunes Pereira

Morada:
Lugar do Fojo - Cavez
4860 Cabeceiras de Basto
Telefone: 253 654 289
Telemóvel: 936 669 265


Cavez

Extensa freguesia da orla ocidental concelhia, Cavez, estende o seu território ao longo da bacia orográfica do Tâmega, servindo, em alguma extensão, de fronteira natural em relação ao concelho vizinho de Ribeira de Pena. Riodouro, Pedraça, Vilar de Cunhas, são outras das freguesias que fazem fronteira com estava localidade, caracterizada por um dócil relevo de ancestral tradição, bem patente nas numerosas casas solarengas e correspondentes quintas.

Do seu povoamento remoto escasseiam as notícias arqueológicas. Da época medieval e muito concretamente do século XIII ficou a notável Ponte de Cavez, classificada “Monumento Nacional” desde 1910. Com os seus arcos desiguais, uns quebrados, outros redondos, enormes e robustos talhamares afrontando a correnteza, esta medieva obra pública é tradicionalmente atribuída da Frei Lourenço Mendes. Homem bom, residente no lugar onde hoje assenta Cabeceiras de Basto, resolve substituir, por sólida ponte de boa pedra, a carunchosa ponte de madeira a desfazer-se, que unia as duas margens do rio Tâmega, próximo da sua aldeia.
E como os conterrâneos, egoístas e incrédulos, se negaram a partilhar dos trabalhos e das despesas, por não quererem arriscar dinheiro e duvidarem da sua ciência de arquitecto, chamando operários estranhos à povoação, resolve levantar á sua custa uma ponte que ele próprio imaginara e projectara. O povo, ao ver os trabalhos que estão a ser orientados, por si, escarnece-a. Mas a obra faz-se. E quando tirados os simples dos arcos, se pode verificar a solidez perfeita da ponte, o entusiasmo obriga toda a gente a louvar e a compensar o autor da obra.
Mestre Lourenço Mendes sente tamanha alegria que morre fulminado por uma congestão, debaixo dos arcos da sua ponte. Por acordo unânime das autoridades civis e eclesiásticas, o povo, agradecido, ali abre o túmulo do mestre e nele grava a inscrição: "Esta é a ponte de Cavez e aqui jaz quem a fez".
São muitas as histórias em torno da ponte. A fonte de água sulfurosa que nasceu junto da Ponte de Cavez na margem direita do Tâmega atesta a existência aqui de um local para onde vinham os doentes do Hospital de S. Marcos de Braga. Tem a sua origem numa grande penedia no sítio das caldas, donde por canos de pedra vem a cair num pequeno tanque, deixando um resíduo que quando seco é combustível. O povo atesta que, quando bebida na manhã de 24 de Agosto, dia de S. Bartolomeu, antes que o sol raie, livra de todas as moléstias e doenças presentes e futuras.

A romaria de S. Bartolomeu é uma das mais concorridas da região e serviu de inspiração a Camilo Castelo Branco para o seu conto “Como ela o amava”. De um lado da ponte fica a capelinha de S. Bartolomeu, onde os crentes ocorriam a pedir os seus milagres, do outro lado ficam as águas sulfurosas. A igreja matriz desta freguesia de raiz românica foi totalmente modificada, apenas subsistindo do primitivo estilo parte da arquitrave do coro. Camilo Castelo Branco visitou esta igreja em 1842. A ela se refere num dos seus romances.
Outro documento histórico, muito antigo desta freguesia – a Ponte Romana de Moimenta.

As casas mais interessantes de Cavez, pelo seu valor histórico ou arquitectónico são as da Ponte, do Souto, da Igreja, do Vale (Moimenta), do Santo, do Vale (Arosa), das Cortinhas e do Loureiro. Além dos aglomerados de Cavez de referir os lugares históricos da ponte de Moimenta, Arosa, Rabiçais e Vila Franca.
A Pista de Pesca Desportiva é uma infra-estrutura de relevante interesse turístico para a freguesia e para o concelho. Das festas e romarias destaca-se a de S. João Baptista, Santa Maria Madalena, S. Bartolomeu, S. Frutuoso e Santa Luzia. A vitela assada é uma das referências gastronómicas da localidade.
O Grupo Desportivo de Cavez, os Ranchos, de “S. João Baptista” e “Os Camponeses de Arosa”, o Centro Social da Paróquia de Cavez e o Clube de Caça e Pesca são agentes mobilizadores de desenvolvimento.


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